13|05|2026

Educadora propõe em palestra olhar do ensino para além da tecnologia

Referência em inovação educativa, Valdenice Minatel aponta que novo modelo de educação deve priorizar saúde emocional, ética e conexão humana

 

O IV Congresso Internacional de Educação Sesi-SP promoveu um debate sobre o futuro do ensino com a palestra “Aprender 4.0: Integrando tecnologias para uma nova educação“, apresentada pela professora e pesquisadora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira.

Referência em inovação educativa, diretora no Colégio Dante Alighieri e integrante do Conselho Superior de Educação (Consed) da Fiesp, Valdenice compartilhou sua trajetória e reflexões sobre como as transformações digitais provocam impacto na formação humana.


Valdenice Minatel Melo, doutorado e mestrado em Educação pela PUC-SP e MBA “Advanced Boardroom Program for Women – ABP-W“,
pela Saint Paul Escola de Negócios.
 Atualmente é Diretora Institucional e de Tecnologia do Colégio Dante Alighieri.
Foto: Fiesp/Sesi

Durante a palestra, a professora descreveu a evolução dos modelos educacionais, do 1.0 ao 4.0, e destacou a transição de um ensino centrado no professor para um ecossistema em que o estudante assume o papel de “agente”.

A educadora defendeu que o conceito de agência supera o de protagonismo ao levar o aluno a “ser corresponsável pelo projeto acadêmico”, com autonomia para atuar na criação do seu próprio projeto de vida. Dentro dessa lógica, Valdenice observa que o professor atua como uma referência fundamental e mediador de trilhas personalizadas de aprendizagem.


Foto: Fiesp/Sesi

A educadora também alertou que a tecnologia deve servir à equidade social: “Se ela não for utilizada dentro de um princípio de equidade, ela só ajuda a aumentar esse abismo que nós temos”, afirmou Valdenice.

A palestrante também convidou o público no evento a pensar na “Educação 5.0”, um modelo que prioriza a saúde emocional, a ética e a conexão humana diante do avanço da inteligência artificial. Para a educadora, “a inteligência humana é o nosso marcador civilizatório”, e a escola deve ser o lugar onde se adquire o hábito de aprender por toda a vida.

A palestra também destacou que, para assumir um compromisso com uma educação transformadora, a inovação não deve ser apenas técnica, mas também humanitária.


Foto: Fiesp/Sesi

Ao concluir a apresentação, Valdenice Minatel sugeriu a adoção do acrônimo “AEIOU”, defendendo que o ensino deve ser pautado por afeto, empatia, interação, olhar/ouvir e utopia. “Nesse aprender 5.0, a gente tem que integrar outras tecnologias, não só as digitais”, pontuou. “Não dá pra gente pensar numa educação que não considere as mudanças climáticas e as mudanças demográficas.”

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